Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Social Butterfly. NOT

May 4, 2012

So tenho amigo do colegial, beijos.

Depois do termino do meu namoro eu tenho tido problemas para me relacionar com pessoas, não digo na área amorosa, so de pensar em ter algo com outro homem me da azia, mas relacionamentos sociais. Já que meu ex-namorado foi meu melhor amigo por todo esse ano ( e falam de mulheres que largam tudo pelo namorado, desculpa sociedade feminista) eu não me dei muito o trabalho de me socializar e conhecer pessoas novas, mesmo por que vamos combinar que não tem coisa mais desconfortável e chata do que fazer novas amizades.

Minha mãe conhece uma mulher que a filha vai na mesma faculdade que eu, depois de um mês reclamando da vida para a minha mãe e ouvindo essa musica:

ela tomou a decisão de me apresentar para a filha dessa mulher. Depois de algumas menssagens dando desculpas para a menina dizendo que tinha que estudar, sendo que as provas eram dali tres mêses, tinha que ir pra academia, coisa que não faço desde 2004 quando eu cai da esteira, decidi ir econtra-la.

Se não me engano foi em uma terca-feira e se não me falha a memória no dia anterior eu tinha visto meu ex, ou seja, tava linda com olheiras de choro. Dissemos oi e fomos tomar café. Ela não falava portugues muito bem porque nasceu aqui mas eu me recusava a falar inglês com a desculpa de que ela deveria praticar, a verdadeira razão era porque eu estava cansada demais pra falar em outra língua que não fosse a minha materna.

Obvio que entre um gole e outro eu falei do meu ex, de quão maravilhoso ele era comigo e de como eu ando tão sozinha esses dias, assuntos que no primeiro encontro com uma menina que nunca te viu na vida são bem plausíveis. A menina namora o presidente estuantil da universidade, ela trabalha na universidade e fala que tem uma vida de casada com o menino. Algo aconteceu comigo nessa hora.

Foi como se quando ela falou que tem uma vida de casada meu corpo teve uma reação de que so quem sofreu um trauma tem, eu parei de filtrar minhas palavras. Dai por diante so saiu merda da minha boca, começando com:

–       Eh mesmo? Olha eu também tinha mas homem eh homem neh? Não da pra confiar, ainda mais com a idade deles.

–       Eh, não sei, minha vo já chama ele de genro

–       Minha família inteira chamava meu namorado de genro, isso ai não e garantia de casa própria parcelada com o futuro marido não querida. Um dia ele vai ver que a vida tem mais que sua vidinha estudantil e vai sair fora.

(2 minutos olhando em choque pra minha cara)

-Olha mas não conta com o que eu falo não, as vezes ele realmente te ama muito e nunca vai te deixar e ai sua vida acabou com o cara que você conheceu com 20 anos. Não tem menina que casa com 16 e ainda ta casada?

-Deve ter…

-Eu não conheço nenhuma, mas vai ver vocês são desse tipo neh?

Eu não conseguia parar, era um desatre atrás do outro, ate os assuntos mais banais viraram motivo pra ou eu lembra-la o quão minha vida tava uma merda  b) o relacionamento dela, que eu não faço idéia de como funciona, iria acabar  c) as duas opcoe anteriores. Um assunto trivial como quando ela me falou que gostava de olhar o que as pessoas vestiam (alias, que personalidade mais fraca não? Desse jeito vaidoso teu namorado não vai agüentar não querida) eu já mudei o tom, por exemplo, ela falou que isso era o que ela ficava fazendo, olhando as roupas alheias e eu já me joguei na resposta saudavel: “ah eu gosto de pensar na vida delas, tipo será que no fundo essa pessoa ta triste? Será que os pais dela são separados? Será que ela foi traída pelo namorado do colegial que dizia que ia casar com ela? Sei la, que de um dia pro outro o namorado dela falou q nao gosta mais e quer pegar geral?”

Mudei de assunto, já que ela tava mexendo no facebook disse pra ela me adicionar, essa parte eh ridícula. Antes de descrever a conversa devo ressaltar que eu estava usando a mesma blusa que na foto do meu perfil e meu cabelo estava amarrado do mesmo jeito que na foto:

–       Nossa, essa eh você?

–       Sim, isso mesmo, Lorraine Costa

(pausa de 2 segundos tentando decifrar a foto)

-Mas você ta tão diferente…

-Eh, eu pareço um zumbi ultimamente ne?

-Ah não sei, ta diferente.

-Deve ser porque hoje fazem 4 dias que eu não lavo o cabelo, to com 5 kilos a menos e sem maquiagem

(risada sem graça)

Nessa parte vocês já podem imaginar como eu me encontrava não e mesmo? Não to querendo que ninguém sinta pena de mim, mas se a um mês atrás eu já chocava as meninas que seriam  minhas futuras bffs, imagina agora que to um pouco pior? A unica pessoa que se aproximou de mim nesses ultimos 2 meses foi o cara de 40 anos sem cabelo qua trabalha na padaria do mercado.

No final do encontro ela reagiu como esses caras que não sabem o que fazer no final de um encontro terrível. Ela me disse que deveríamos repetir mas nunca mais nem me mandou uma menssagem, nem por facebook nem no telefone. Se ela fosse um cara eu diria que levei um pe na bunda antes mesmo de ter me envolvido.

Eu definitivamente não estou preparada para um relacionamento que nao seja com meu sofa, amoroso ou não.

Lorraine.

Apelo ao desabafo.

April 24, 2012

Um dos objetivos mais latentes do meu intercâmbio sempre foi, e ainda é, bastante específico (e, paradoxalmente, generalista): eu queria voltar mais confiante. Em todas as searas possíveis, mas principalmente na física. Queria estar bem com o meu corpo, com o meu rosto, com a pessoa que eu era – e ainda sou. Para qualquer um que talvez observasse de fora, seria difícil denotar um problema de auto-estima. Extroversão, quase sempre, é encarada como consequência direta de auto-confiança.

Eu não nasci fazendo piada, bebendo cerveja e fazendo amigos na balada. Eu era, aliás, uma criança bastante tímida. Foi depois de um certo tempo na pré-adolescência que descobri que inteligência também desembocava em boas piadas e que, em algumas situações completamente inesperadas e não planejadas, eu conseguia fazer a sala rir de uma piada bem contada, um humor bem sacado.

Isso não significa (e nunca significou) que a minha paz interna havia sido alcançada. Pelo contrário: o humor é, sempre, máscara branca a problemas escuros. Veja, eu era (e confesso que ainda guardo ranço desse comportamento) bastante inseguro. E isso foi decisivo em muitos aspectos da minha vida e bastante determinante em todas as relações que eu já tive, amorosas ou não.

Aqui, na Inglaterra, eu parei de pentear meu cabelo. Não tenho pente e vou para o trabalho com a primeira roupa que pego no armário. Prometi a mim mesmo que eu não ligaria mais para a carcaça. E não ligo. A minha tatuagem e meu recente corte de cabelo são a prova sumária de que eu quero tomar controle do meu corpo e provar a mim mesmo que ele, em si, não importa. Pelo menos a superestrutura, a minha carapaça.  Eu raspei metade do meu cabelo com máquina zero, fiz uma tatuagem sem pensar. Não queria dar atenção aos fatos. Pele é só pele e tatuagem não é nada além de uma cicatriz proposital. Cabelo cresce. Tudo está bem.

A evolução para determinada óbice só se dá, isso é claro, quando a encaramos: eu, que sempre tive esse medo descomunal da feiúra e da não aceitação, precisava ficar à margem do que é bonito socialmente. Se eu tivesse mais tempo, colocava mais uns tantos piercings na cara e fazia mais algumas tatuagens. Elas ainda vão vir, eu sei. Descobri na arte de pintar o corpo uma liberdade interna experienciada em poucas coisas. O corpo é propriedade minha e, meus desenhos, a expressão máxima do meu direito de fazer com ele o que eu bem entender. O meu corpo é meu templo e, hoje, eu sei que ninguém poderá me dizer que eu eu, talvez, pareça um presidiário. Que eu pareça, então. O preconceito vai estar na cabeça do outro, não na minha e, sem demérito algum, não acharei ruim estar fora do círculo de comprensão da mente de gente que não consegue enxergar um palmo à frente do nariz.

Além dos crescimentos óbvios de um intercâmbio, da maior força interna, do meu amadurecimento como cidadão do mundo, eu volto mais jovem. Revigorado em uma consciência tão multicultural e bonita que eu sinto orgulho próprio. Eu sou, hoje, a melhor pessoa que já fui em toda a minha vida. Mesmo parecendo punk e tendo uma tatuagem, não poderia estar mais doce. E isso me faz repensar, de novo, nos paradigmas sociais de julgamento. No quanto existe sob a superfície de qualquer pessoa.

Todos são dignos de amor. Todo mundo tem, ao menos, uma característica passível de ser amada.  A dois meses de voltar pra uma realidade tão quadrada (e cheia de gente que não faz a menor ideia do que é amar), eu me preocupo se eu estou pronto para mergulhar de novo na esteira das vaidades. Tenho medo que vá me faltar ar.

Caio

Vamos falar de coisa boa?

April 24, 2012


As melhores dicas para escolher uma boa câmerade vídeo

Captar os melhores momentos da vida (e também alguns daqueles que preferiria esquecer) nunca foi tão fácil com a disponibilidade e a funcionalidade das novas câmaras de vídeo. Quer seja um viciado no Youtube ou um realizador, hoje em dia não há nada mais fácil do que agarrar numa câmera e começar a filmar. Mas como decidir qual é a melhor câmera para si? Vejamos alguns dos aspetos que deve ter em mente no momento de escolher a câmara. Eis as questões essenciais que deverá colocar a si próprio antes de comprar a sua câmerade filmar.

Quanto você está disposto a pagar?

Assim como tantas outras coisas na vida, ao escolher uma câmera de vídeo você deve considerar atentamente seu orçamento e os recursos que você quer ter na sua câmera, uma vez que qualidade aqui é sinônimo de preço mais alto. Por isso, não faz sentido pagar mais do que você deveria e, com a escolha certa, não existe motivo pelo qual você deva. Para ter certeza da câmera certa, o melhor a fazer é pesquisar bastante e comparar preços para garantir um preço justo aos recursos da câmera escolhida.

Qual a finalidade da máquina?

A escolha acertada de uma câmera de vídeo depende da finalidade que pretende dar ao equipamento. Uma câmera pequena e convencional pode ser ideal para quem tem um estilo de vida mais ativo, ou mesmo para captar momentos em festas ou férias. Porém, se pretende vir a ser um realizador, talvez prefira algo um pouco mais sofisticado. Por exemplo, projetores de playback integrados, filmar em 3D, focagem melhorada e ajuste de exposição podem ajudá-lo a filmar o próximo sucesso da indústria cinematográfica.

Que controlo pretende ter?

Embora possa ser divertido brincar com os diferentes recursos da  de vídeo, há quem prefira simplesmente que o dispositivo faça o trabalho todo por si. Este tipo de câmera é ideal para uma filmagem natura: para aqueles que pretendem um determinado resultado, conseguir a cena perfeita não cabe somente à câmara, mas também à forma como esta é utilizada. A câmera de vídeo pode permitir-lhe variar a saturação das cores, mudar os recursos de luz e alterar a velocidadade da gravação, e esta pode ser a diferença entre filmar uma boa cena e filmar uma cena espetacular.

Como pretende partilhar os seus filmes?

A Internet, em particular, o Youtube, tornaram mais fácil a partilha de qualquer tipo de conteúdo na web. No entanto apesar de muitas câmaras de vídeo modernas virem equipadas com USB para carregar facilmente para PC, e GPS integrado para etiquetar vídeos com as respectivas localizações, o YouTube não é a única forma de partilhar os seus vídeos. Algumas câmaras de vídeo têm agora um projetor integrado, permitindo-lhe projetar os filmes numa superfície sem ser necessário que ter toda a gente à volta de um pequeno ecrã.

Quer esteja à procura da glória de um Oscar ou apenas pretenda ter um registo eterno das suas memórias mais queridas, a câmera certa está seguramente nalgum lugar à sua espera.

 

April 17, 2012

Eu passei a tarde intira com a aba do minivaca aberta e nada, simplesmente nada, veio à minha mente. Eu detesto tanto o fato de eu ter de trabalhar que não consigo me pôr intelectualmente ativo para o que quer que seja. Simplesmente falta inspiração para a vida quando eu estou no trabalho. Parece que eu adoeço e não sei ser. Por que todos os escritórios são amarelados?

Eu tenho preguiça de pensar, de escrever esse texto, juro, estou mole e quero parar de escrever aqui. Quero ir embora para casa mas e aí faço o quê, então? Entro no Facebook? Assisto um episódio de Modern Family? QUECU.

Acho que eu tô sofrendo de TPM masculina.

Preciso de um doce. Juro. Preciso de um doce senão eu vou morrer.

Beijos,
Caio

 

Gosto de gente astral

April 10, 2012

Gente rica e feliz, gente bem resolvida e divertida, gente com problemas mas que ri dos mesmos, gente que sabe a que veio ao mundo e leva tudo numa nice. Já pode ficar rodeado de gente assim? Isso aqui é tipo uma resolução atrasada, era pra sair no ano novo, mas ta saindo só em abril. Acho que posso considerar uma resolução de aniversário, isso porque semana que vem, dia 20, é o meu.

E o negocio é esse agora, astral e boas energias para esses meus 23 anos, acho que é ok querer isso né? não é nada demais.

Minha idéia de querer isso veio esse fim de semana, em meio a um drink e outro com bons amigos nas boas ondas do mar. A vida é foda! é animal! E o povo só sabe complicar né? Ai o que fazer? A resposta estava na ponta da lingua, eu precisava de um turning point na minha vida, nada muito significativo, não é necessário um marco para isso, algo grandioso, etc. esse post é isso, é o meu turning point, é o manifesto que eu escrevo declarando minha independência da chatisse, do mal resolvido, do negativo.

Eu quero é astral, praia, diversão e felicidade, pode?

a praia de sabado

eu no astral

Beijos

Lucas

Acidez esporádica.

April 10, 2012

Bom humor é tipo o IMC da Preta Gil né, gente? Vive oscilando e ninguém sabe o porquê, mas todo mundo tenta achar uma explicação endócrinológica pra isso. (Ai, olha só, piadinha no começo do post, já tô com a corda toda).

Eu fico bem impressionado com humanos que conseguem manter consistência no humor. Digo isso como um aspirante à boa praça. Já escrevi uma vez em um blog qualquer que eu tenha criado (porque, né, blog pra mim é tipo criança Africana comprada da Madonna, TEMDEMONTE), que eu queria estar de bem com a vida, de vento em popa e assim (dedinhos juntos) com o mundo.

Pois bem, até tento e tudo mais ser feliz da vida, mas num consigo. Acho que faz parte daquela minha preguiça que eu nunca contei pra vocês aqui do blog – sou preguiçoso. Dá preguiça de ser legal todo tempo, tá, me deixa.

Que humor é válvula de escape até Rafinha Bastos sabe, mas tem hora que você simplesmente não quer escapulir nada do seu sistema e que faz bem guardar um pouco de rancor e ódio no coração sem externalizar em forma de piada. Faz bem amamentar aquele tumorzinho que você tá criando dentro de você desde aquele trabalho em grupo da quarta série sobre placas tectônicas E QUE O FILHODUMAPUTA DO VICTOR NUM AJUDOU EM NADA MONTOU NAS SUAS COSTAS E LEVOU A NOTA INTEIRA, né, lindinho, saudade.

Tem muita gente ruim no humor no Brasil. Caráleo, como tem. Num vou citar nomes porque num quero me comprometer. Vai que rola um teste do sofá aí, eu vá parar na Malhação e dou de cara com o cujo na festa da QUEM? SITUAÇÃO CHATA.  Mas tem muita gente boa também. Aí eu olho pra esse povo e falo: COMO? Imagina que você é a Tatá Werneck (que é boa comediante), tá de TPM, de bode, sabe, inchada, o Activia da semana num fez efeito e o acúmulo ainda tá lá, NUM SEI MUITAS POSSIBILIDADES DE MAU HUMOR, e tem que gravar  um quadro pro Comédia MTV e sabe, NUM QUERO, ME DEIXA. Se você trabalha num escritório, tá de boa, dá aquela enrolada no chefe, finge que tá olhando alguma coisa no monitor e vai tomar café a cada cinco minutos. MAS NA FRENTE DAS CÂMERAS, COMO EU FAÇO, BIAL?

Humor é tão complicado. Existe de tantos tipos, tantas fases, tantos estímulos. É foda tá naquela rodinha né e fazer a piada do pinto, peido e TIPO NINGUÉM RIR QUE TODAS É FINA NA RODA? Chato. Mas humor bom é humor que faz rir, tá aí o CQC que num deixa a gente mentir, né, zenti? SÓ QUE AO CONTRÁRIO TIPO LÁ DO OUTRO LADO DO MUNDO NO JAPÃO DE TÃO AO CONTRÁRIO.

Queria eu ter a capacidade de entreter a todo momento, a toda a hora, a todos os instantes. Que oS meuS infernoS altral(IS) num prejudicassem minha capacidade de fazer rir e ser querido. Porque todo mundo que quer fazer rir procura a aceitação, que vem de uma carência, uma necessidade a ser suprida de sei lá o quê. É por isso que palhaço bom é palhaço triste. Que tira a maquiagem nos bastidores do circo com lágrimas nos olhos e um aperto no coração. A sina de quem quer fazer rir, ou tenta pelo menos, é ser triste sozinho. Já  é tão ruim encarar tristeza sozinho que, quando tem gente na parada, faz bem mesmo fazer sorrir e levar aquele tapinha nas costas do tipo CARA VC É MUITO ENGRAÇADO PQP.

Aí a gente fica feliz, um tiquinho que seja.

(FALOU  A COMEDIANTE ALOK)

Beijos,
Caio

March 30, 2012

Eu tenho um blog pessoal, o qual demorei um tempo pra estabilizar com pesssoas que seguem e comentam e me deixam feliz sabendo que eu posso ser um pouco interessante. Meu ex namorado recebe no email dele quando eu posto alguma coisa, isso quer dizer q eu nao posso escrever sobre ele. Nao quero comprovar oq ja ta na cara, to mal.

Dizem que o luto tem 5 fases:

1-Negacao

Na primeira semana agente continuou se vendo, eu fingindo que nada tinha acontecido e ele, bom, ele nao ligava pra nada. Agente saia, comia no subway pq ele ta de regime e no subway os guardanapos tem as calorias de cada sanduiche. Fomos no museu da faculdade, se beijando no elevador e se pegando pelos cantos. Eu nao chorava.

2-Raiva

Eu tenho segurada bem a minha raiva Pra falar a verdade eu nunca fui uma pessoa de colocar a raiva pra fora, eu lembro uma vez em terapia meu terapeuta me pediu pra socar uma almofada, no meio do espancamento eu comecei a chorar. Nao acho que isso seja sinonimo de “sexo fragil”, eh q eu nunca me senti avontade pra sentir raiva sem culpa. Ontem meu ex comecou a rir enquanto eu olhava pra cara dele sem falar uma palavra por 2 minutos, ele tinha me falado que queria parar de me ver, beijar, sexo, tudo, parar de vez, eu perguntei pq ele tava rindo ele me disse que nao sabia oq fazer com o rosto dele. Eu mandei ele enfiar no cu. Mas logo a raiva passou.

4- Deprecao

Assim que a raiva passou eu comecei a chorar. Nao desses choros doidos, baixinhos, nao, eu gritei: YOU ARE A FUCKING ASSHOLE! E comecei a chorar um choro de raiva, daqueles que agente nao consegue parar pra respirar, nao foi pq eu queria, nao foi pq eu quis que ele visse que eu tava sofrendo, que eu nao to preparada pra essa perda. Foi um soluco que saiu sem querer. Ele me falou que estava querendo parar de me ver pelas razoes erradas, que queria que acabasse rapido pra ele poder pegar outra e nao ter que sofrer ficar sozinho, ele disse que ia respeitar meu tempo e ir embora quando eu tivesse bem. Pra falar a verdade, depois do choro eu nao escutei muita coisa. Depois de ver ele ontem eu fui pra livraria, comprei The Bell Jar, Sylvia Plath, eu sabia que era um livro triste e tava procurando alguma coisa que fosse suprir a dor que eu tava sentindo, alguma coisa pior. Depois passei pela ala de humor, pq a vida nao pode doer tanto assim vi um livro chamado My Boyfriend Wrote A Book About Me, Hylari Winston, depois de 5 anos de namoro o namorado dela termina tudo e ainda escreve um livro sobre a relacao que comeca com: “my fat ass girlfriend”. O livro nao eh de todo engracado pela maior parte mas ela fala de como foi quando eles acabaram. Sobre como eh uma merda levar um pe na bunda e o quanto eh triste. Eu ainda nao cheguei na parte: superei, sou feliz! (apesar de ter lido ja o final do livro e saber q isso acontece, eh uma mania minha de nao gostar de nao saber o resultado, veja onde esse habito ta me levando, to solteira, again). Eu levei minha mae no aeroporto as 6 da manha, voltei, tentei dormir, acordei, comi, vi 3 horas de re-runs de Greys Anatomy e coloquei na cabeca que vou estudar amanha. Sao 7 da noite e eu ainda to usando meu pijama.

A proxima fase eh aceitacao. Uma hora ela chega, ela tem que chegar. E foda-se vc se achar que isso eh chato, que eu deveria reclamar em outro lugar, esse blog tb faz parte de mim e eu vou vou reclamar ate ficar melhor.

Lorraine.

Por que eu odeio o Papa Bento XVI.

March 29, 2012

Eu estava lendo algumas reportagens sobre a passagem do Papa pelo México e por Cuba (o pronome de tratamento adequado para se referir ao cujo é “Vossa Santidadade”, mas faço questão de ignorá-lo).

Sempre tive especial interesse em religião e, mais notoriamente, na Igreja Católica Apostólica Romana. A forma através da qual a Santa Igreja se efidificou, os pilares que a mantém de pé depois de 2012 anos de bruta existência e, claro, a sua incoerência, não somente com o mundo atual, mas com o bom-senso.

Dizer que não gosto de religião seria pouco. Eu odeio religião. Sempre odiei. Odiava até mesmo quando eu era religioso, quando rezava todos os dias, quando estava convencido de que existia um Deus. Era o tipo mais comum de ódio internalizado, aquele que não se sabe da existência, aquele que só tomamos consciência quando já estamos no novo processo de odiar. Aí, então, percebemos que odiamos desde sempre.

Sou contra qualquer tipo de radicalismos. E sei disso pois já fui um radical nos tempos rebeldes e adolescentes. Todas as minhas opiniões pareciam marcadas em pedra sagrada e eu argumentava até o final para a defesa de uma posição. Isso se foi. Convivo muio bem, obrigado, com qualquer ideia de mundo diversa da minha. Por vezes, inclusive, nem me meto em qualquer tipo de debate. Essa paixão pela retórica interiorizou-se e a preguiça das pessoas aumentou. Hoje, com (um pouco) mais de maturidade, aprendi que não vale a pena o desgaste com as pessoas que gostamos por conta de uma opiniâo diversa, muito embora o desacordo dessa opinião possa vir a edificar um mundo pior.

Digo isso, porque não entro nas discussões de gente que é contra os direitos civis para homossexuais, gente que é a favor da bancada ruralista, gente que acha que manifestação estudantil deva pra ser reprimida com pancadaria, gente que carrega qualquer tipo de preconceito, gente que crê que o Golpe de 64 foi justificado. Não perco mais saliva. E isso é ruim. Muito ruim. Perdi a paixão por tentar espalhar a palavra por um mundo menos burro (nesse momento, admito que acho que os meus pensamento são o de mais correto para o mundo, sim, pelo menos no que tange aos temas expostos no parágrafo).

Mas quando eu vejo o Papa Bento XVI devidamente aprumado com sua casula de fios de ouro, sua mitra (o chapéu  imponente) e seu báculo (o bastão de conduzir ovelhas), ambos, é claro, feitos do divino material dourado, eu não consigo evitar sentir nojo. Eu não conheço a  história pessoal do Papa e nunca fiz qualquer investigação jornalística acerca de sua vida (nem poderia; escrevo esse texto do trabalho). Não posso julgá-lo pela pessoa que é ou pela pessoa que foi. Sendo completamente justo, não posso julgá-lo baseado em nada. Ninguém pode. Nem mesmo o Deus.

Mas sinto nojo. Nojo pela manipulação execrada que ele destila contra uma multidão de fiéis frágeis (pois a condição humana é sempre frágil e nada mais natural do que crenças para tentar nos tornarmos mais fortes). Não é que a Igreja seja incongruente com o mundo contemporâneo.  Ela sempre o foi. A Igreja que considerou negros sem alma no período colonialista. A Igreja que caçou e queimou mulheres de religião pagã durante a Inquisição. A Igreja corrupta e manipuladora da Idade Média. A Igreja assassina da Guerra Santa. A Igreja que condenava o uso de preservativos enquando 300 milhões de pessoas morriam de AIDS no continente Africano no ano de 2005. A Igreja que é contra a união afetiva de pessoas do mesmo sexo. A Igreja que promete o inferno para os pecadores não arrependidos. A Igreja anti-natural, que força um celibato impossível de ser seguido, que cria padres sexualmente perturbados, pedófilos, estupradores de freiras em mosteiros. Uma Igreja que é burra, feita por homens burros, de barretes longos e cérebros medíocres. Que tem como chefe um homem com suposto histórico nazista, que prega a hipocrisia em forma de ensinamento bíblico, que cria seres-humanos limitados, preconceituosos, raivosos e com qualidades que os afastam das também supostas palavras de amor, caridade e conciliação um dia enunciadas por Jesus.

Eu odeio a religião, pois odeio o fato dela ser um produto humano vendido como divino. Porque a Igreja engana, mente, rouba, julga. A Igreja cria excluídos sociais, monstros marginais. A Igreja é preconceituosa. A Igreja é criminosa. O Papa Bento XVI deveria ser alvo de prisão por incitar o ódio público, por apologia à violência, por pregar o preconceito. E esse é um pensamento radical, porém completamente necessário, uma vez que a gênese da burrice humana nos dias de hoje encontra-se no expoente Papa, chefe de uma Igreja decadente, mas sempre forte, que não cria nada além de um futuro medíocre a uma sociedade que pensa ser cada vez mais livre, mas está sendo cada vez mais dominada.

Eu sou ateu, graças a Deus. Mas minha posição em relação à Igreja não provém da minha falta de crença. Eu, inclusive, admiro as pessoas que acreditam em alguma coisa. A fé, propriamente dita, em um mundo desacreditado, parece para mim uma das maiores qualidades de um ser-humano. Eu não odiaria, se porventura, surgisse um Deus voando por aí. Eu não odeio a ideia de divindades. Eu odeio a idea de exclusão, de preconceito, de manipulação social e de moral hipócrita que a maioria das religiões imprimem em seus cultos.

Mas, acima de tudo, odeio o Bento porque ele é a cara do Lord Sidious e gente que tem esse tipo de semblante não pode prestar. Fica aqui o meu preconceito contra você, Papa. Pega essa.

Beijos,
Caio

March 27, 2012

Existe, para mim, pouca técnica na escrita e, tudo o que me vem, ou é inspiração ou é esforço descomunal. Se é inspiração, tendo a acreditar no bom resultado. Se me forço à escrita – como é o caso agora – escrevo por escrever. Porque preciso.

Costumava entristecar com a minha falta de talento. De como a minha mente, que eu pensava ser boa com as palavras, tem me deixado na mão. A constatação é engraçada. Eu sempre quis pensar que todas as minhas conquitas (inclusive as palavras) eram resultado de esforço e não de talento natural.

Talento é como nascer bonito ou feio: não se pode escolher e, portanto, não se pode orgulhar. É sorte, acaso, nem sequer é destino. Acontece. Tem gente que nasce inteligente, tem gente que nasce burra. Tem gente que nasce bonita, e gente que nasce feia. Eu queria ser uma daquelas pessoas que conquistou algo, mas não porque nasceu com o talento praquilo, mas porque lutou.Sempre detestei as alcunhas de familiares e amigos, que já davam como certo meu sucesso no que quer que fosse. Como se, para mim, as coisas fossem mais fáceis. Nunca foram. E eu fazia questão de deixar claro que, em qualquer óbice da vida, eu teria de empregar o mesmo tanto de esforço que qualquer pessoa. Que eu não tinha nascido com qualquer talento que me fizesse mais preparado.

É por isso que é engraçado, agora, que eu me irrite com o esforço que tenho de fazer para escrever. As ideias não vêm. Passo instantes longos na frente do computador, encarando-o solene, sem sequer um pingo de ideia brotar nos escafundilhos do meu cérebro. Por um tempo, comecei a achar que estava ficando burro (eu já não era?), que deveria ler mais, que precisava de mais referências. Mas eu leio o jornal todo o dia, estou lendo dois romances ao mesmo tempo, me esforço para escrever todos os dias. Eu não merecia estancar na inspiração. Eu não merecia ser incapaz de dar cabo à minha escrita. Eu merecia escrever. E merecia escrever muito.

Porque o esforço me incomoda, se o esforço em si sempre foi minha meta ideal? Não era esse o cenário-fim? Que o objetivo fosse duro de alcançar? Que para atingí-lo, eu precisasse de trabalho duro? Porque eu acho que escrita não combina com suor, com papel  amassado, com trechos inteiros de história no lixo? Me encaro tão genial a ponto de não poder descartar páginas inteiras de livros, por não querer começar de novo? Ou sou apenas preguiçoso? Me confundo inteiro, como sempre, e a hipocrisia me consome os brônquios de forma mais maldosa que minha bronquite (é porque se  finjo o que não sou em tom de julgamento, não consigo respirar e é por isso que a hipocrisia me come os pulmões).

A verdade é que a negação de um elogio dado pelos outros é a vontade encarnada de que o elogio seja verdade. Negar que eu tenho talentos é só o reforço da minha vontade de ser talentoso.

E esbravejo com as minhas mãos que não conseguem escrever, quando deveria esbravejar com meu cérebro que não sabe pensar. E me perco na raiva de uma escrita débil, de textos que pouco dizem, de uma inteligência apática que não sabe onde vai dar. Os meus intentos eu quero terminar. Porque terminar, para mim, é ter sucesso. Hoje, de tão medíocre, meu sucesso é só terminar o que comecei.

É que metade do que começo não sei terminar. E, do que termino, metade não sei para o que serve. A outra metade, se servisse para alguma coisa, restaria inútil, porque não é boa. Tem propósito, mas não tem qualidade. E, assim como a vida, não importa se a coisa serve. Importa se a coisa é boa.

Beijos,
Caio

São Paulo só fode.

March 26, 2012

Antes de começar o post, devo deixar explícito meu amor pela cidade de São Paulo. Amo-a. De verdade. Amo-a. Estou há sete meses longe da megalópole e isso só reafirma meu amor por ela. Amo São Paulo e não trocaria sequer por Londres, de verdade.

Mas agora, eu tenho que também explicitar o quanto essa budega de cidade é cara bagaraio.

Aqui na Inglaterra, eu trabalho, no máximo, 3 dias por semana, em um emprego de meio período. Isso me rende um salário equivalente, de forma proporcional, à METADE do que eu costumava ganhar em São Paulo. Mesmo assim, com esse salário, aqui, eu pago meu aluguel, faço supermercado, vou pro pub, vou pro cinema e faço duas viagens internacionais por mês. Na real, dos 30 dias do mês, pelo menos 10, eu passo viajando. E tudo isso com uma grana que, convertida para reais, não pagaria o aluguél de um apê nos Jardins. True story.

O que eu quero dizer é: São Paulo, te amo, mas num vai rolar. Fiquei mal acostumado com uma coisa chamada QUALIDADE DE VIDA. Sami, acho que vc vai ter um companheiro pra sua viagem pra Europa ano que vem. Do jeito que tá, é pegar o diploma e rapar fora pra próxima aventura.

A questão é: dá pra levar todos os amores na mala?

Beijos,
Caio