Archive for February, 2012

Entretenimento forçado no ambiente de trabalho

February 29, 2012

Tarefas básicas para evitar tédio profissional se você, assim como eu, evita o trabalho até as últimas consequências. Não trabalhar, quando se tem um emprego, pode tornar-se tedioso. Algumas dicas para aliviar a tensão.

#1      Espreguiçar-se com frequência, mas de forma discreta: alonga os músculos e revigora aquela nhaca de ficar muito tempo olhando para a tela do computador com olhar vazio. Não emitir sons durante o processo, mas apenas uma profunda suspirada ao final.

#2     Acessar o Google de países variados: os meus preferidos são o Google Potugal e o Google África. Te dão um senso de globalização e espanta um pouco os ombros cansados.

#3     Conversar com seus amigos pelo Gtalk: não basta conversar, tem que ter fofoca, intriga, especulação e babados. Se não o tempo num passsa também.

#4     Ir ao banheiro de hora em hora: dá pra esticar as pernas, lavar o rosto, se olhar no espelho, espremer uns cravos. Risco aplicado dos coloegas de trabalho pensarem que vc está com desinteria. Vc escolhe o preço a se pagar: a fama de cagão ou trabalhar. Prefiro a fama de cagão.

#5     Comer: sempre leve um snack pro trabalho. Eu prefiro os grãos salgados artificialmente e os chocolates de tablete único (pra vc não ter que dividir).

#6    Redes sociais: se tiver acesso, use na aba extra, minimizada no cantinho. Meu Facebook bomba mais do que nunca em dia de trabalho.

#7     Redes de e-mails com amigos: uma grande cadeia em um chat infinito de piadas e testes vocacionais e de lógica que nunca dão em nada.

#8     Criem um blog e o mantenham atualizado: pq vc acha que tem post meu nessa budega todo dia?

Beijos,
Caio

Guarulhenses famosas

February 29, 2012

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=16618&t=Equipe

 

precisava compartilhar.

um beijo Luiza, um beijo Cris.

 

Lucas

“Na vida, não limite-se. Laerte-se.”

February 28, 2012

Encontro certa dificuldade – e alguma resistência – em começar esse texto. Talvez seja pela importância do tema, mas ainda mais pela responsabilidade das palavras: no terreno no que é incerto e mal compreendido, uma vírgula errada pode ser catastrófica. Digo isso pois Laerte Coutinho, o gênio cartunista, é o mais moderno exemplo de responsabilidade bem empregada. Desde que começou a se travestir completamente como mulher, em meados de 2008, levou com graça e inteligência (e uma extrema virilidade, se me permitem dizer) uma externalização de vontade que muitos – para não dizer quase todos-  tendem a julgar.

Assisti a quase todas as entrevistas que Laerte deu a respeito do que alguns chamam de crossdressing. Do porquê da mudança, os desafios encarados, o que mudou na vida dele, como ele passou a ser encarado. Eu não consigo imaginar ninguém que tenha lidado melhor com um assunto tão polêmico quanto ele. Ele poderia balbuciar, perder o jeito, contradizer-se na ideias, fazer um tolo de si mesmo – não pela sua escolha, é claro, mas quem sabe por não sabe-lá explicar para o mundo. Não foi o caso. Laerte é um peixe liso e bastante esperto; não se deixa ser fisgado. Sai-se bem quando deparado com perguntas capciosas, dribla o politicamente correto fingido com a elegância de uma dama e estapeia uma sociedade hipócrita com a firmeza de um machão. Laerte sai-se tão bem porque Laerte é honesto. Laerte não mente. Laerte não tem medo de dizer que é bissexual, que sempre flertou com o universo feminino, que sente prazer em usar saias e pintar as unhas, que gosta de receber assobios quando passa em frente a uma obra. Laerte é a coragem encarnada.

É a coragem de ser diferente, sem se definir. É a coragem de assumir que ninguém, enquanto ser-humano, precisa de uma classificação. É a ousadia de ser algo que ninguém sabe o que é, nem ele mesmo, que conta abertamente que continua a tentar se entender. Mas precisa saber? Alguém precisa entender?

Menina que gosta de menina, nós chamamos de lésbica. Menino que gosta de menino, nós chamamos de gay. Se gosta dos dois, chamamos de bissexual. Quem não gosta de nada, é assexuado. E quem gosta de amendoim? Tem nome? E aquele que não gosta de amendoim, mas adora paçoca, como chamamos? E a menina, que não gosta de usar salto, mas gosta de usar saia e não usa vermelho? Tem nome pra isso também? Por que é que a gente precisa, tão desesperadamente, de nomes pras coisas? “O nome é um acréscimo e impede contato com a coisa”, escreveu Clarice em A Paixão de GH. “O nome da coisa é um intervalo para a coisa”.

Aceitamos, sem esforço, que pessoas podem ser diferentes. Que podemos gostar de coisas diversas. Essa aceitação só vale, é claro, para a zona de conforto: você pode gostar de azul e eu de amarelo, até aí tudo bem. Mas se você gostar de se vestir de menina, mesmo carregando um pinto entre as pernas, a regra muda: isso é atentado aos bons costumes. Isso não pode. Mas isso só não pode porque ninguém nunca fez antes, porque a regra ainda não foi posta à prova: homem usa calça comprida, trabalha pra sustentar a família, arrota na mesa do bar e gosta de falar palavrão.

Da mesma forma que, toda vez que discordamos de algum senso estético, alguém sempre anuncia um “gosto não se discute”, eu não consigo entender a fixação pela categorização. Cada ser humano é único. Isso não é das proposições mais difíceis de se compreender. Cada pessoa é um universo infinito de possibilidades de gostos, vontades e aspirações. Uns querem ser arquitetos, outros médicos. Uns gostam de montanha, outros de praia. Uns gostam de bermuda e outros de saia, de colar e de pulseira. Pronto. Gosto não se discute.

Eu tenho para mim que Laerte poderia, se quisesse, permanecer vestindo-se de homem para o resto da vida sem grande esforço. Que ele poderia suprimir essa vontade ou então reservá-la para amigos próximos ou para a privacidade de sua casa. O fato dele ter externado para o mundo o que talvez nem fosse uma necessidade latente, me faz ter mais orgulho dele. Ele teve vontade, foi lá e fez. Grande Laerte. Que homem!

“Não podemos ceder à brutalidade”, disse ele sobre o fantasma da agressão aos diferentes. Não cedamos às regras boçais também. Eu, com 22 anos, já conheci uma meia dúzia de pessoas que abdicaram da felicidade para serem aceitos. Que precisam se esconder em rodas específicas de amigos, que temem a própria família, que mentem aos próprios amigos. Quando eu assito ao Laerte sendo tão honesto, não somente consigo mesmo, mas com os outros, é impossível não sentir empatia pelo seu arsenal de sentimentos. Dar a cara a tapa, como ele fez, é para poucos.

Laerte provou que é possível ser único. Que é possível ser diferente. E não só diferente da média. Mas, inclusive, diferente daqueles que se julgam diferentes. Que você não precisa ser gay, ou lésbica, ou travesti, ou punk, ou emo, ou hypster. Você pode ser apenas você e isso está bem.

Mas, se por força do hábito, o mundo precisar que esses seres únicos também encontrem uma definição verborrágica, seja para incluir no dicionário, seja para denominar aqueles que não querem se enquadrar em nenhuma classificação de maneirismos, gêneros ou comportamento, eu proponho uma alcunha. Da próxima vez que alguém perguntar o que eu sou e o que eu gosto de fazer, direi em alto e bom som: “sou laerte e meu negócio é laertar por aí”.

Abaixo, primeiro bloco do Roda Viva com Laerte Coutinho. São quatro blocos e o link irá levar você para os outros três. Assistam, vale a pena:

Beijos,
Caio

Eta que tá todo mundo querendo ser feliz.

February 23, 2012

Eu amo o Facebruik. Amo mesmo. Nunca reclamo das gentes que ficam dando”bom dia” e “boa noite” (nem sequer acho os “boas tardes” ruins), nem reclamo das gentes que põem os bichos mortos e as crianças degoladas. Pra mim tá tudo bem, pra mim tá tudo ótimo. Confesso que não gosto muito de compartilhar foto de gente desaparecida, mas é mais uma questão estética do meu mural mesmo.

Mas faz tempo, eu reparei, que todo mundo que eu conheço no Facebook é feliz pra dedéu.  É verdade! Tá todo mundo rico, todo mundo frequentando restaurante bom, todo mundo viajando pro exterior. E esse Carnaval, então? Eta, coisa boa, minhas gentes! Tava todo mundo na folia, na piscina, na praia, na putaqueopariu e o melhor: sem vergonha nenhuma de mostrar pro mundo as fotos do Instagram (mesmo um bando de gente estando fora do peso ideal). Tá aí uma coisa que não me agrada: Instagram. Talvez seja inveja internalizada por eu não ter um Iphone (Sami, conta pra gente como é ter essa maravilha tecnológica!).

Mas a questão não é essa. Eu acho bem é bom que esteja todo mundo feliz. Acho que gente feliz é sinônimo de harmonia interna, de paz e de bom resolvimento.  E eu também consigo entender o porquê essas pessoas gostam de compartilhar as fotos com o mundo: eu num tô aqui, compartilhando as minhas palavras com vocês? Então, dá na mesma.

É que instalou-se no mundo o que eu gosto de chamar de “mal das celebridades”. Todo mundo quer fazer figuração na Caras ou quer seus 15 minutos de fama. Todo mundo quer postar aquela foto que vc tá bonito e receber o elogio, ou ver quantas pessoas vão curtir. Muito natural. Quem não gosta de ter ego massageado, está mentindo para si e para o mundo.  Essa necessidade de compartilhar a vida faz parte hoje da rotina. “Fulano esteve com Beltrano no Restaurante W – HMMM, QUE DELÍCIA DE ALMOÇO” (foto do Instagram do prato). “Ciclano just checked in Aeroporto Internacional – TCHAAAU, BRASIL!” (foto da mala de viagens).  Nosso Facebook virou nossa fonte de fofocas particular. É a maneira humilde, dos pobres mortais, pessoas comuns, de sentirem o gostinho da fama. Porque elas pensam que as pessoas que curtiram a foto e comentaram, de fato se importam com isso. Falta-lhes, porém, a percepção de que as pessoas só estão a fazer isso para receber a contrapartida: comento na sua e você comenta na minha. Essa é a regra de etiqueta virtual.

Aí todos nós somos um pouco famosos, um pouco celebridades, um pouco mais ocos. Mas todos somos felizes: na praia, no restaurante, no hotel, na Europa ou numa casinha de sapê.

Quem lembra de um mundo em que as pessoas simplesmente não sabiam que você fez uma viagem internacional ao menos que vc tivesse contado? Que absurdo! Mas para eu contar, eu preciso esperar que perguntem, por que dizer, assim, por dizer, pode parecer presunção e metidez.  Poizé. Mesmo assim, a gente não tem vergonha nenhuma de escancarar o que fez numa bela foto no nosso mural. Assim como as cutucadas, o Facebook veio para inverter alguns ensinamentos sociais. Iverter não. Talvez simplesmente dar aval àquilo que todo mundo sempre quis fazer, mas o mundo considerava de mau-gosto ou mal educado.

O Facebook é o passe livre pra vc cutucar o quanto quiser e se promover até o limite. É virtual, não tem problema: é de mentirinha. De novo, parece que subvertemos os mandamentos sociais. Porque, no fundo, no fundo, também sempre desejamos que essa vida real (que é bem diferente das suas fotos felizes no Instagram) fosse de mentirinha.

Beijos,
Caio

Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de T-SHIRT!

February 22, 2012

Como agora eu virei um pequeno burguês europeu, com emprego fixo e utilizando-me do transporte público todos os dias, estava na hora de expandir minha vivência britânica por aqui com um artigo para o meu emprego de todo dia (aquele que anda pagando pelas minhas viagens e estadias no Velho Continente). Será rápido e indolor, prometo. Quem sabe você não ache um tico interessante, talvez. Para todos os intuitos (e aqui eles são bem específicos), camiseta será referida como t-shirt. Não quero inventar moda, acredite, mas é que camiseta em Portugal é t-shirt. Virei europeu, lembra? Pois bem…

 

Quero ser hype com t-shirt

 

Quem nunca quis ser hype que atire a primeira pedra. Pode chamar do que quiser chamar: moderno, alternativo, hypster, tendências homoafetivas, não me importa. Todo mundo quer estar na moda, seja ela qual for e seja lá quem estiver ditando. Eu bem sei que, hoje, o que está em alta é ser diferente. A moda está em justamente não existir moda. Será? Acho que não. Assim como a ausência de filosofia é, por si só, uma filosofia massacrante, querer ser diferente (ou diferenciado) também virou modinha.

Eu sou culpado também, admito. Longe de mim querer ser assim tão diferente dessa moda de ser diferente. Sou igual a todo mundo que procura o estilo próprio, porque ainda continuo procurando. E sou pior porque peco pelo não-exagero. Pior, peco pela não-ousadia.

Sempre fui do time da calça jeans e da t-shirt. As minhas t-shirts, aliás, passaram por fases variadas: desde as estampas de surf e skate (ai, minha época Hang Loose e Rip Curl), passando pela minha fase emo roqueira, depois para a minha fase básica, até chegar hoje no que considero um estilo moderno de estampas bacanas.

Quem não gosta de uma t-shirt com corte legal e estampa bem bolada? Elas são confortáveis por si só e fazem sucesso no verão ou mesmo no inverno brasileiro: só jogar uma jaqueta ou casaco por cima que você está pronto pra sair.

Não só isso, mas t-shirts são adaptáveis a qualquer tipo de ambiente. Tem t-shirt para qualquer tipo de ocasião: para ir pra praia, para sair para a balada, para ir pro churrasco à tarde. Ô, COISA BOA! Ô, COISA ADAPTÁVEL!

Foto retirada do Bulixo Fashion

Foto retirada do Bulixo Fashion

Melhor ainda é se  sua t-shirt for personalizada. Sim, t-shirts personalizadas, a nova moda do Verão! Okay, talvez elas não sejam a nova moda do verão, mas, como eu disse antes: a moda é não ter moda. Vai que você não faz delas o seu próprio estilo?

O importante é se divertir com o look e estar confortável com ele. T-shirts não são muito difíceis de combinar e ornam com quase tudo: calças de todos os estilos, saias de todos os comprimentos ou mesmo shorts. São ideais para qualquer estação além de serem confortáveis e despojadas.

Então para quê esperar? Caia nessa farra você também! T-shirt pra vida!

 

 

É CARNAVAL, SEUS BOSTA!

February 20, 2012

Quanto tempo o Carnaval dura? Carnaval tem que se escrever com letra maiúscula, tipo “Natal”? Quarta-feira de cinzas ainda é feriado ou tem todo mundo que trabalhar?

Quem puder responder, faça a gentileza, que essas questões estão me tirando o sono já faz mais de três noites. Desde sexta que eu tô querendo responder essas dúvidas.

Xô contar do meu Carnaval? Então, num tenho, né? Aqui na Inglaterra ninguém tá nem aí pro Carnavio, pra Ilhabela, pro Rio de Janeiro, pra Recife ou pra Salvador. Aqui ninguém sabe o que é abadá, nem praia e muito menos Sol, que esse povo não vê já faz umas boas duas décadas. Tô aqui, tomando um capuccino, vestindo cachecol, com puta frio. Aí, pra curar a tristeza nessa mesa de bar , ando me entupindo de álcool de forma despropositada bem como de alimentos gordurosos e açucarados, não necessariamente nessa ordem. Em uma dessas extrepolias, meus amigos, acabei perdendo minha carteira de motorista. Não sei se foi porque eu tarra bêbado ou se foi porque eu tinha comido muito skittles. Já vejo eu todo loco, jogando skittles nas gentes populares aqui da Inglaterra e e atacanu minha CNH pra cima e ela se perdendo num bueiro.

Bom, já foi. Ainda tenho minha ID e meu passaporte. Aguardemos para ver quanto tempo eles duram, minhas gentes, mas tô achando que tem que durar até o final desse intercâmbio, porque não quero ficar preso com os US Marshal (só que da Inglaterra).

Eu queria muito reclamar no facebook e dizer que toda vez que alguém posta uma foto de abadá ou que fica fazendo contagem regressiva pro Carnavio, uma criança orfã morre, mas aí eu ia sair daqueles chato do facebruik. Ia sair de recalcado que não tá aproveitando o Carnaval como deveria.

Pra vcs, gente populares, que estão aprroveitando o C(c)arnaval, muito badalo!

Beijos,

Caio

Adele bombando geral.

February 16, 2012

Beleza que a Adele é o tipo gordela pride bem maquiada. Acho bem bacana que ela ofereça um tom mais natural em detrimento das magrelas produzidas do show biz (ou nem tão magrelas, quem lembra?). Eu mesmo acho que ela é ótima: ela é da turma do fast food, do álcool e do cigarrinho. Adele é do meu time. Pena que ela ainda não fazia sucesso para embalar os meus dramas adolescentes (imagino amores passados embalados ao som de “Someone like you” e quero fazer da música a minha trilha sonora). Já pensou eu apaixonado na oitava série e colocando o “21” pra tocar? Eta que essa criançada de hoje num sabe como é sortuda. Naquela época eu tinha que me contentar com “The Calling – Camino Palmero” mesmo.

Aí que ela ganhou seis Grammys, né? Bacana. Eu curto Adele, reitero, mas SEIS Grammys? É sério que relacionamentos frustrados tão dando tanta audiência assim? Cadê o espaço pra felicidade, pras coisas boas, pras músicas astral? O que aconteceu com “Baby, you are a firework” e “Wake up in the morning feeling like P Diddy”? Sério que daqui pra frente vai ser só “Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead”?

Adele, vc é ótima, mas chega de mágoa que tu vai ganhar um câncer, minha filha. Adoro suas músicas, mas já passei da oitava série faz tempo.

Aliás, minhas bolas pras declarações da Adele que ela faz a linha “não me importo com a imagem, sou gorda mesmo e curto um nuggets e blá blá blá”. Vamos comparar imagens de começo de carreira e agora? Vamos, porque o blog é meu e eu decido:

E num vem vc, xiita, me falar que isso aí é culpa da cirurgia na garganta. Essa safada tá tomando o Shake da Lu Gimenez que eu sei.

Beijos,

Caio

Alô, criançada, o inverno chegou!

February 9, 2012

Temperaturas negativas já viraram lugar comum para mim, mas semana que vem está ameaçando fazer menos 15 graus aqui na terra da Rainha (com letra maiúscula, que ela é fina). Estamos considerando (eu e meus roomates) em dormimos todos juntos na mesma cama para escapar do frio. Achei essa história um poudo de convite à suruba, mas concordei. Quem não arrisca, não petisca, e não tem ninguém ali no grupo não fazível. No fim das contas, se sai no lucro: ou dorme quentinho ou ganha sexo selvagem. Ambas opções bem-vindas pra quem está carente e com frio.

É o tipo de oportunidade que eu chamo de “win win”, num tem como perder. Se der errado, já deu certo.

Aproveito o ensejo para dar o giiiiro de notícias do nosso blog, já que os outros participantes no BBBminivaca parecem ter falecido de inanição.

Samira acaba de retornar de uma temporada na África. Depois de audições frustradas, ela finalmente entrou prum grupo de dança tribal africana e aguarda ansiosamente que a Copa do Mundo retorne à África pra ela rebolar ao som de Waka Waka. Mentira, ela foi fazer um trampo de TV na Naníbia e retornou são e salva e sem dengue malária. Uhul!

Lucas segue se embebedando e se prostituindo todos os finais de semana em baladas de público duvidoso (o povo de Deus não aprova a Squat Party).

Lorraine passou na Florida International University e entrou pra fraternidade ALFA GAMA ZETA, das mais vadias, claro.

Pipi passou quase dois meses em Buenos Aires fazendo nada.

Acho que é isso. Divido também que eu uso o mesmo suéter faz um mês, sem lavar, e que, num passado não tão distante, passei dois dias sem tomar banho (estou em processo de ficar mais próximo do modo de vida do Pipi). Para agradar a Samira, informo que farei uma tatuagem e, em homenagem ao Lucas, eu bebo todos os dias. Lembro da Lorraine toda vez que tenho de fazer as sombrancelhas. Só pra mostrar que vcs ainda moram no meu coração.

Estou há cinco meses aqui, quase. Quero comentários chorosos dos membros do blog explicitando as saudades descomunais que sentem de mim.

Amo-vos, mais ou menos.

Beijos,
Caio

Trabalhar é tão banal.

February 7, 2012

O título fala por si só. Eu nunca trabalhei direito na minha vida e sempre fui elogiado. O que me faz pensar que ninguém de fato trabalha direito e eu não sei como o mundo gira. Vai ver é por isso que tá tudo de ponta cabeça. Estranho.

Eu: uma e quarenta e nove da tarde. Deveria estar trabalhando. Estou no facebook.

Beijos,

Caio

Tréplica.

February 2, 2012

Eu não me importo se ela é tapada.

Eu não me importo se ela foi produzida.

Eu não me importo se ela é um mal exemplo para as jovens brasileiras (o que é bastante discutível, porque ela podia estar roubando, podia estar matando, mas tá aí só fugindo com o circo).

Eu não me importo se ela tem culpa burguesa.

O fato é que ela está magra, rica, linda, hype e a cara da Audrey Hepburn: TUDO QUE A GENTE QUERIA SER.  O clipe dela é legal, a música é bonitinha e eu AMO “Tchubaruba”. Assim, sinto uma felicidade interna qundo ouço o primeiro álbum dela, não porque é genial, mas porque a gente ouvia no sítio e me remete a boas lembranças.

E eu também não acho que magreza é sinônimo de beleza. Aprecio as gordelas também e acho que todo mundo pode ser bonito, ainda mais se for de dentro pra fora. Mas ela é magra e é bonita, fazer o quê? Da mesma forma que a ditadura da magreza imperou por tanto tempo, hoje parece existir uma aversão natural a quem se posta magro demais. Mas, poxa, tem muita gente (e aqui me tomo como exemplo) que é magro por ser magro e não pode evitar o destino da magreza. Eu adoraria ter uns quilos a mais, mas num consigo, mesmo me entupindo de batata doce every fucking day. Difícil.

Aliás, alguém aí tem segredo pra engordar? Tipo, eu já visitei todos os sites bolanders possíveis. Me entupo de proteínas e carboidratos, mas sem resultado aparente. Seria o caso de começar a tomar Creatina ou comprar pó de proteína (?)? ALIÁS, vcs perceberam quanta propaganda no facebook em defesa dos bolanders? Que eles tb são gente e tal? Fiquei chocado, o que a desinformação não faz… ALIÁÁÁÁÁS, eu preciso desabafar que odeio francês falando inglês. Acho que desenvolvi uma nova fobia. Fugi do tópico, gente, é a dislexia, desculpa.

Vou deixar aqui um vídeo inspiracional da Mallu cantando na feira. Olha que brilho, que desenvoltura. Talento natural, a gente vê por aqui.

Faltou uma interação com as frutas, confesso. Brincar um pouco ali com o pêssego, com a fruta do conde e com o melão. Mas era o começo de carreira, gente, dá um desconto.

Beijos,
Caio