Archive for January, 2012

Não tá fácil…

January 30, 2012

Não tá fácil pra ninguém não, vou te contar. Eu já cansei de delatar a morte desse blog ingrato há tempos. Eu tentei reerguê-lo de todas as maneiras possíveis e fui sempre rechaçado (eat your heart, Pasquale). Por isso, resolvi tomar para a mim a ocupação de blogueiro perene, até porque eu tô trampando com isso aqui na Inglaterra e é uma boa desculpa para eu fingir que estou trabalhando enquanto digito freneticamente olhando pro computador, parecendo concentrado.
Eu preciso contar minhas experiências recentes de vida, criançada, porque eu acho que dá pra aprender um tico com o tio aqui. Eu mudei recentemente da minha acomodação estudantil para uma casa de verdade. Minto. Uma casa de verdade tem sofá, TV, aquecimento interno, água quente e amor. A minha tem uma cozinha porca e roomates idiotas. RRENTE, QUE QUE TÁ ACONTECENU NO MUNDO QUE OS BEBÊ TÃO FICANU TUDO RETARDADO? Eu não gosto de gente que ri feito demente. Não gosto. É um preconceito meu. Tem gente que não curte tapioca, eu não gosto de risada idiota. Aquela risada muito alta sem propósito (ontem, um deles começou a rir porque apareceu um pinto no filme que a gente tava assistindo. Ótimo, por sinal, viu, o filme. Uma película brilhante que eu sequer lembro o nome), aquela risada que de tão escandalosa, a pessoa precisa buscar ar, aí respira muito fundo, parecendo que tá tendo um ataque de asma (enquanto internamente eu tô tipo “isso, é agora, morre, Diabo!”), aí depois rola aquela respirada de porco, aquela que faz subir o catarro pela garganta e a pessoa começa a tossir (e eu retorno no mantra “é agora, vai morrer engasgado, é isso!). NÃO SUPORTO. Eu tô numa onda 2012 de paz, amor e harmonia, tentando ser mais receptivo e tudo mais, por isso eu nâo falo mal de ninguém dentro da casa para ninguém. Lógico que a vontade de começar um complô contra a pessoa até ela se sentir humilhada e mudar de residência passou pela minha cabeça, mas eu não vou fazer isso. Mudei. Mudei pra melhor. Virei a Sandy, a estrela guia, tô em outra. Próximo passo é parar de julgar, pra essa necessidade de vir aqui desabafar desaparecer e eu conseguir ser pleno até para aceitar a risada débil dos meus colegas de casa. E, pelo Cosmos, eu ainda pude escolher e escolhi os mais tontos. Tá aí a vida esfregando na minha cara o quanto as minhas decisões são lixentas. Life is tuff and then you die.

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