Eat,Pray,Love.

Vi o filme hoje. Sorry Lucas, nao fui ver o que voce sugeriu, que estreiou sexta aqui.

Minha resenha:

Eu devorei o livro. Literalmente. Eu ganhei o livro ano passado, em uma hora muito conturbada da minha vida, minha amiga estava no capitulo 7 do livro ainda e me deu de presente disendo que eu precisava do livro mais do que ela. Aceitei com desconfianca porque na capa dizia best seller. O ultimo best seller que eu li eu tinha 16 anos e foi Codigo Da Vinci.

Eu devorei o livro. Em dois dias tinha lido os 108 capitulos do livro, parece bastante mas na verdade nao eh nada. Eu chorei muito quando terminei, era como se eu tivesse perdido uma amiga minha, a Liz Gilbert, ja que o livro tinha terminado e nao ia mais saber das historias que ela viria me contar. Pois bem, resolvi entao mudar minha vida assim como Liz Gilbert decidiu mudar a dela quando em uma epoca conturbada, dolorida, negra, ela foi em busca da coisa mais importante na vida de uma pessoa: A sua identidade.

Em um dos capitulos: “Existe uma velha piada italiana que eh assim: Um homem ia na igreja todo dia e pedia com muita fe aos pes de um santo o seguinto: Por favor, por favor, por favor, me faz ganhar na loteria. Depois de quase um ano indo a igreja e pedindo a mesma coisa, um dia o santo virou gente, olhou para o homem e disse: Meu filho, por favor, por favor, por favor, compre um ticket loterico.” Eu comprei o meu, e ironicamente, assim como Liz Gilbert, foram 3.

Minha vida se parece tanto com a de Liz, que eu tive que levar o livro junto comigo na minha viagem. Eu comecei a ler o livro novamente logo na minha primeira parada, no Texas. Sozinha, assim como a autora, eu so tinha a mim mesma. No livro, diferente do filme, Liz se sente bem estando sozinha, ela escreve para si mesma como uma outra pessoa, dizendo que a ama, e que vai cudar dela. Eu, insiparada pelo livro, escrevia no meu moleskine: Eu te amo, eu nunca vou te deixar, dorme, eu vou te protejer. Quanto mais Elizabeth Gilbert ficava confortavel em sua propria pele, mais forca eu tinha pra me sentir bem na minha.

Quanto mais ela nao precisava de homem pra poder se amar, mais eu tinha certeza que eu tb nao precisava. O filme inteiro, foca em como Liz nao gosta do fato de ela estar sozinha, a camera foca nos olhos de Julia Roberts triste de estar sem a companhia de um homem em sua cama, quando no livro ela nunca esteve mais feliz na sua vida. Isso me entristeceu muito ao ver o filme, eles conservaram partes do livro sim, so as que Liz esta sofrendo horrores com o coracao partido, mas quase nada de como ela das cinzas se repos. Nao passa o processo de meditacao da Liz, de como ela aprendeu a se amar incondicionalmente, em como ela aprendeu a amar Deus, a perdoar seus ex amores e se disvencilhar de toda a culpa de relacionalmentos mal resolvidos.

O filme nao mostra a felicidade de Liz, nao mostra a paz da autora ao finalmente entrar no estado do Nirvana em um ashram na India. No filme, a parte toda do Ashram na India eles filmam Liz se lamentando com Richard sobre seu fracasso como mulher do seu ex-marido e ex-namorada de David.

Como experiencia propria, sim, Liz no livro lamenta muito sobre seu passado mas ela aprende com ele. Ela aprende a ficar em paz com seus relacionamentos passados e a deixa-los NO PASSADO. Eat, Pray, Love me ensinou muito mais do que sentir a dor de um relacionamento perdido e de ter uma alma perdida, me ensinou a ir dentro de mim e achar minha alma, a me achar. A ter vontade de ter um relacionamento com a minha pizza mesmo nao estando na Italia, a entrar em Nirvana sem precisar de estar na India e de encontrar um grande amor, ficar com medo de amar, e mesmo assim ir fundo sem estar em Bali.

O filme me deixou a impressao que nada disso era possivel. Minha amiga que nao tinha lido o livro me disse: “Nossa, eh meio fantastica a historia neh?” Nao, nao eh. A autora escreveu sobre sua experiencia propria e o filme fez o livro parecer uma ficcao. Todo o blablabla romantico tomou o lugar do real intuito do livro: Inspirar pessoas como eu, que no fim do poco, olham-se no espelho e reconhece o proprio reflexo como uma amiga. Uma pessoa conhecida, quando antes voce nao se reconhecia.

Eu li o livro nos 3 lugares onde fui parar ano passado, ele me ajudou tanto, nao consigo expressar o quanto.

E hoje, naquela sala de cinema cheia, eu so conseguia me identificar com quatro ou cinco que assim como eu, repetiam as falas, ja que ja tinham decorado todas pelo livro. A maioria estavam la para ver uma historia de amor. Coisa que o livro nao eh. O final eh ridiculo.

Portanto nao, eu nao recomendo pra ngm ver o filme mas sim leia o livro. Tira um tempinho pra ler, juro, voces nao vao se arrepender.

Beijos, Lorraine

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