synedoche, new york

Já havia assistido Quero ser John Malckovich, Adaptação e Brilho eterno de uma mente sem lembraças, todos ótimos filmes, todos interessantissimos, cheios de metaforas, mensagens e citações, todos roteiros de Charlie Kauffman. Hoje assisti “Synedoche, New York”, para ser mais claro, a estréia de Kauffman como diretor, aqui texto e direção tem um só dono. Sem seus diretores anteriores para cortarem suas asas, Charlie  nos leva a loucura com a história de Caden, um diretor de teatro (o ótimo Philip Seymor Hoffman, Capote) que é provavelmente um de seus alter-egos, que se perde psicologicamente em meio ao andamento de sua vida. Apesar de aclamado pelos críticos com sua última peça ele está com a vida pessoal por um fio e após um acidente no banheiro de sua casa tudo desmorona. O filme faz mal, tras inquietude, reflexão e depressão, mas afinal, não é isso que uma obra de arte deve fazer? O non-sense de Charlie Kauffman nos faz pensar sobre sentimentos, familia, valores e muito mais. Ele cita Freud, Kafka e Nietzche, mas nao precisava, ele consegue sozinho criar teorias e reflexões sobre nós mesmos e a sociedade. O filme é claramente a mente de um gênio louco encenada, Kauffman fez isso brilhantemente e emocionou. Com a trilha assinada por Jon Brion, que fez um exelente trabalho em Brilho Eterno, o filme fica completo.

Eu recomendo muito.

beijos de um Lucas operado e destruido mofando em casa, há!

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