Sobre as coisas perdidas mas nunca finitas.

Fiquei pensando ontem a noite na minha viagem. Queridos leitores, vacos e vacas, estou indo passar 6 semanas no Texas (a Terra do diabo, a.k.a Bush) para cuidar de mim. Vou ficar sem contato algum com o mundo exterior. Ficarei eu, comigo mesma, nessa viagem de 6 semanas, dentro de mim. Parece uma coisa super transcendente e que pode gerar grandes frutos, mas, ao mesmo tempo, estou morrendo de medo. 

Fiquei pensando também no quanto eu sinto saudades dos meus anos de colégio, do pessoal unido. Fui falar sobre isso com um amigo e ele me disse o seguinte: “sentir saudade das coisas que você passou junto com aquelas pessoas é normal da lembrança, dos momentos. Mas querer as pessoas de volta não é a mesma coisa. Vocês nao são mais iguais, não tem como ter aquilo tudo de novo. Lembre com carinho e, depois, esqueca.”  

Pois bem, desde o final do meu colégio que estou nessa correria de me encontrar.

Se voce não leu Comer, Rezar e Amar não vai entender direito o que essa viagem significa pra mim. Mas ela significa o mundo. Significa minha capacidade de crescer e ser feliz. Todo mundo merece ser feliz e o que fazemos pra atingir essa felicidade é problema nosso e de mais ninguém. Portanto, não tenho medo de ninguém me julgando (tendo em vista que a cidade que eu morava, Guarulhos, é um ovo e a galere ADORA um baphon pra gongar). Quero ir em busca da minha felicidade, me encontrar, ter paz e daí então decidir o que realmente é bom pra mim. Se fico ou vou (acho que só meus amigos vaqueiros vão entender isso).

Bom, dia 29 estou partindo. Queria poder escrever um diário de viagem, mas não será possível: estarei escrevendo a minha história. Depois disso, eu dou notícias.

Vou morrer de saudades de todos, inclusive dos leitores vacos e vacas, dos meus amigos que, mesmo longe, estão sempre perto. Espero em meu íntimo egoismo que nada de muito interessante aconteca nessas semanas. Odeio perder babados. E por favor, mimosos, não se esqueçam de mim, ok? Quem sabe quando eu retornar, a gente não volte a ser a mesma bolha de sempre?

Beijos,

Lo

One Response to “Sobre as coisas perdidas mas nunca finitas.”

  1. minivaca Says:

    Todos nós aqui do minivaca estamos torcendo pra que tudo isso dê certo para vc, Lô.
    Desejamos, também do nosso íntimo, que vc consiga encontrar a sua felicidade e que possa ser a velha Lorraine que a gente conheceu: que era só sorrisos e poucas lágrimas.
    Vc disse muito bem: nós, mesmo longe, estamos sempre perto. Estamos sempre lembrando de vc, em todos os nossos encontros e desejando vc aqui com a gente. Mas pra isso, a gente quer te ver bem e forte, sem as rusgas que apareceram nesses últimos dois anos e que desvirtuaram um pouco a relação magnífica que tínhamos.
    Vai, vai mesmo. Vai escrever a sua história e procurar a sua harmonia.
    Boa sorte. Estaremos torcendo pelo melhor!
    (L)

    Com muito amor,

    Mimosos.

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